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VITAMINA D E VITAMINA D3: DIFERENÇA?

Quando abordamos a vitamina D, devemos considerar um complexo de cinco vitaminas, as vitaminas D1, D2, D3, D4, D5.

Todas têm papéis importantes nos processos fisiológicos do nosso organismo, com estruturas muitos semelhantes e dotadas de atividade biológica.

De entre estes 5 compostos, podemos considerar duas formas como as mais importantes para a nossa saúde, a Vitamina D3 ou colecalciferol e a Vitamina D2 ou ergocalciferol. Ambas são fontes de vitamina D, biologicamente inertes.

Para se tornarem ativas precisam de passar por processos químicos, onde realmente a vitamina D3, se torna mais potente e menos tóxica, em caso de sobredosagem.

Vitamina D3

A melhor fonte natural de vitamina D é a vitamina D3, que tem a sua produção quando o nosso corpo está exposto diretamente ao sol, aos raios ultravioleta.

A sua formação é desencadeada quando o corpo sintetiza a luz solar, através da exposição da pele.

A vitamina D3 pode também ser obtida através do consumo de produtos animais, mas é realmente a exposição aos raios ultravioleta que maior desencadeia a sua produção.

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Vitamina D3 Vegan

2017-11-02 11:11:37Por Bernardo Lourenco


Vitamina D2

A Vitamina D2 não é produzida de forma natural pelo nosso corpo, mas sim por plantas e outros animais.

Pode ser fornecida por alimentos como ovos, pão, leite, cereais e alguns peixes como atum, cavala, sardinha ou salmão, o que faz com que não seja tão facilmente absorvida pelo nosso corpo, logo os efeitos são menores, comparativamente à vitamina D3.


Função da Vitamina D

A vitamina D tem um importante papel na absorção do cálcio e fósforo, com manutenção dos níveis plasmáticos,  através da sua interação com a glândula paratiroide, rins e  intestino, aumentando a captação intestinal, minimizando a perda renal e estimulando a formação, desenvolvimento e crescimento ósseo.

Não menos relevante, é a sua importante atuação nos sistemas imunológicos e cognitivo.


Benefícios da Vitamina D

Alguns benefícios da vitamina D são:

• Melhora o sistema ósseo, pela promoção da absorção de cálcio pelos ossos

• Fortalece o sistema imunológico

• Melhora toda a função muscular

• Reduz sinais de inflamação

• Melhora a função neurológica

• Protege o sistema cardiovascular e ajuda no tratamento e prevenção da hipertensão

• Melhora a sensibilidade à insulina e diminui o risco de diabetes; 
• Inibe o crescimento de células cancerígenas; 
• Ajuda a prevenir a esclerose múltipla


Sobredosagem de Vitamina D

Ao contrário do que se possa pensar, a longa exposição ao sol não causa excesso de vitamina D. O corpo humano tem a capacidade de armazenar a vitamina D no tecido adiposo e só ativa a quantidade que precisa.

Os casos de sobredosagem são muito raros e quando acontecem é devido à ingestão de doses elevadas desta vitamina, através da suplementação oral.

Os sintomas que podem surgir, são os associados à hipercalcemia, que se traduz num excesso de cálcio no sangue, como:

• Perda de apetite

• Nauseas e vómitos

• Aumento da sede

• Aumento da tensão arterial

• Insuficencia renal


Deficiência de Vitamina D

A deficiência de vitamina D pode ser multifactorial:

• Por consequência de uma inadequada ingestão de vitamina D com insuficiente exposição aos raios ultravioletas

• Devido a perturbações que limitem sua absorção

• Circunstâncias que dificultam a transformação de vitamina D em metabólitos ativos

• Fatores hereditários

Esta escassez pode resultar em diversas perturbações nos ossos, como:

1. Raquitismo:

  • Doença infantil caracterizada por crescimento deficiente e anormalidades nos ossos longos. Pode mesmo desenvolver-se em fetos, durante a gravidez, quando a mãe possui deficiência de vitamina D

2. Osteoporose:

  • Quando há redução da massa óssea, aumentando a sua fragilidade

3. Osteomalácia:

  • Enfraquecimento e redução da massa óssea.

Alguns estudos também sugerem que a vitamina D seja um fator extrínseco capaz de afetar a prevalência de doenças autoimunes. Têm relacionado a deficiência de vitamina D com doenças autoimunes, como a diabetes, esclerose múltipla, doença inflamatória intestinal, lúpus e artrite reumatoide.


Dose diária de vitamina D

Dependendo do local onde vivemos, há épocas do ano em que a exposição ao sol é insuficiente, pelo que, devemos incluir boas fontes de vitamina D na dieta.

Esta fonte alternativa de vitamina D assume particular importância em idosos ou em pessoas que vivem institucionalizadas, mas também em pessoas de pele escura, pela limitação/dificuldade  de penetração dos raios ultra violeta na pele.

Nestes casos concretos, a suplementação com vitamina D torna-se relevante, como esta.  A  melhor forma de obter vitamina D através da suplementação, é pela ingestão de vitamina D3 , pela melhor assimilação e vida mais longa.

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Quando tomar vitaminas e minerais? As melhores alturas

2017-12-14 16:00:07Por Bernardo Lourenco

Existem referências de que, por cada 100UI de vitamina D3 irá originar uma elevação média de 1mg/ml de vitamina D no sangue.

Para obter a dose recomendada, através da exposição aos raios ultra violeta, devemos expor cerca de 70% da nossa pele, durante pelo menos quinze minutos por dia ao sol.

Segundo um estudo da importância clínica da vitamina D em 2015, a tabela da dose de vitamina D diária, segundo a idade, é a seguinte:

  • Grupo de indivíduos Dose diária mínima recomendada (UI)<1 ano 400 1-18 anos 600 19-50 anos 600 50-70 anos 600 >70 anos 800 Grávidas/mulheres em fase de amamentação >600 /1400-1500 ou 4000-6000 (se amamentação exclusiva com leite materno)

Valores analíticos de vitamina D

Segundo a Endocrine Society, a presença de uma deficiência em vitamina D é definida quando se verificarem níveis inferiores a 20 ng/mL, com base nos seguintes parâmetros:

• Menor do que 10 ng/mL é muito baixo e com risco de evoluir para mineralização óssea, como osteomalácia e raquitismo

• Entre 10 e 20 ng/mL é considerado baixo com risco de aumentar remodelação óssea e originar perda de massa óssea, além do risco de osteoporose e fraturas

• Maior do que 20 ng/mL é o desejável para população geral saudável

• Entre 30 e 60 ng/mL é o recomendado para grupos de risco como idosos, grávidas, doentes com osteomalácia, raquitismos, osteoporose, doenças inflamatórias, doenças autoimunes.

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Cláudia dos Santos

Cláudia dos Santos

Escritor

Licenciada em Enfermagem e especializada em dietética e nutrição, actualmente trabalho no Hospital Central de Évora. A minha paixão pelo exercício físico surgiu depois de passar anos no ginásio a fazer aulas de grupo. Mais de 10 anos, com poucos ou nenhuns resultados a nível físico, resolvi mudar alguma coisa e foi aí que descobri os treinos de musculação. Mudaram a minha vida. Desde aí que comecei a aliar a musculação e nutrição e os resultados foram incríveis. Não prescindo de um em detrimento de outro, sigo os dois, treino e dieta a 100%.